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domingo, 6 de março de 2016

O PAPEL DOS LIVROS EM SALA DE AULA


A criança que lê desenvolve seu senso crítico e aprende a escrever com mais facilidade. A leitura em sala de aula precisa ser prazerosa. Devemos incutir em nossos alunos que ler é gostoso, não é trabalhoso e que não exige muitos esforços. Então é imprescindível que as crianças convivam com os livros, também na escola, e que esta aproximação perpasse os conteúdos programáticos, que extrapole o desenvolvimento sistemático da escolarização. Alguns professores têm dificuldade em trabalhar a literatura em sala de aula, porque pensam que é algo solto, sem muito objetivo técnico e que a literatura só tem algum valor se acompanhada de algum ensinamento de cunho pedagógico. Assim, Bakhtin (1992) expressa sobre a literatura infantil abordando que por ser um instrumento motivador e desafiador, ela é capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem, que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com a sua necessidade. Quando a criança lê, ela tem a possibilidade de reflexionar, interpretar, interrogar, duvidar e tecer críticas, capazes de fazê-la fugir de pensamentos estereotipados. Como escrevia Jacinto do Prado Coelho, “não há disciplina mais formativa que a do ensino da literatura. Saber idiomático, experiência prática e vital, sensibilidade, gosto, capacidade de ver, fantasia, espírito crítico – a tudo isso faz apelo à obra literária, tudo isto o seu estudo mobiliza”. Por um lado a escola quer explorar o desenvolvimento social, emocional e cognitivo do aluno, mas em contrapartida apresenta uma leitura que eles não se identificam e fazem-no somente por obrigação. A literatura deve ser uma aliada do professor, ajudando-o a formar leitores reflexivos. De forma contraditória, o professor dificulta o processo, em alguns casos, por não gostar de ler. Segundo Luiz Raul Machado, especialista em literatura infantil "não se contrata um instrutor de natação que não sabe nadar, no entanto as salas de aula brasileiras estão repletas de pessoas que, apesar de não ler, tentam ensinar". O Rubem Alves diz:” O livro é um brinquedo com letras”. Então convido a escola para entrar nesta brincadeira.

 Educadora Cris Souza 
01.03.2016 

www.educadoracris.blogspot.com
www.livrosdesergipe.com

Dominó dos numerais

Com caixas de sabão em pó, EVA  e cola quente, dá para fazer estes dominós numéricos, para ensinar a gurizada a contar.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Educar para a Vida

( Cris Souza, pedagoga e jornalista)
contato: cristinasouza35@hotmail.com
whatsapp 79 99167780

Educação, palavra tão falada e tão ignorada de fato. O que é educação? O que é educar? Qual a diferença entre ensinar e educar? Vamos por partes. Educação, segundo o dicionário de Aurélio, é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano. Dando prosseguimento, ainda consta neste dicionário, que é polidez e civilidade.
Pelo visto alguma coisa não está funcionando bem. O que vemos na sua maioria, são pessoas grosseiras umas com as outras, sem o mínimo de gentilezas. Jovens que não sabem cumprimentar, que não conseguem pronunciar um simples bom dia, boa tarde e boa noite, o básico de uma boa educação. Que em vez de um com licença, invadem e destroem.
Seres que preferem agredir, matar e violentar. Que não têm a mínima vontade de aceitar o outro, com suas características peculiares, afinal, somos diferentes, e o nosso direito acaba, quando começa o do outro.
Educar então seria aprender a respeitar, a compreender, a ter tolerância. Entender que os valores existem para ajudar os seres humanos a conviverem em harmonia, em comunhão. Então se presume que a escola não está educando, muito pelo contrário, esta instituição preocupa-se somente em formar trabalhadores, mãos de obra para o enriquecimento do país e não em formar cidadãos, seres preocupados com os problemas de seu povo, comprometidos com as causas sociais.
Ensinar é o ato meramente mecânico de passar os conteúdos programáticos, conhecimentos, sem o professor se envolver afetivamente com seu aluno. O aprendizado acontece de forma impessoal e formal. Mas pelo visto este aprendizado está deixando também a desejar, pois os Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mostram que estamos longe de alcançar o patamar ideal. Então a pergunta que não quer calar: ‘’ESTAMOS FRACASSANDO EM ENSINAR E EDUCAR’’? A escola não está conseguindo desenvolver a sua função social. Isto é um fato com argumentos. A escola está falida. Esta instituição formal não atende aos anseios de uma juventude que quer desvendar, desbravar o desconhecido, que é vista como número. A massificação é geral.
Enquanto a educação ver o aluno como número nada vai mudar. Só fracassará. E esse caos aqui relatado, continuará. ‘’NINGUÉM POR TODOS E TODOS SEM NINGUÉM’’. A educação de qualidade precisa tratar a criança com excelência, mostrar que ele pode ser sujeito de seu aprendizado, que só ele pode se educar e se afastar da mediocridade. Que o mestre é só mais um partícipe deste longo processo, não é o dono do saber.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Como despertar o interesse por outro idioma na infância?




Em um mundo cada vez mais conectado, é importante aprender novos idiomas e quanto mais cedo isso ocorrer, melhor. Diversas escolas contam com aulas de inglês ou espanhol, mas cabe aos pais decidir se é suficiente ou se cursos fora da escola são mais indicados, além de conseguir despertar o interesse das crianças para as aulas.
Aos educadores também compete observar o desenvolvimento dos alunos, para orientar os pais e também garantir o máximo de aprendizado, uma vez que estudos apontam que na infância a criança tem mais facilidade de absorver determinados conteúdos, especialmente os ligados à linguagem.
Métodos para crianças
Cada criança possui um jeito diferenciado de aprender e isso costuma ser um grande desafio para professores e também para os alunos. Quando são crianças que assistem a aula, os métodos empregados no aprendizado mudam ainda mais.
Uma boa alternativa utilizada em um curso de idiomas é explorar o uso de formas alternativas de aprendizado, onde prendem a atenção da criança, que fica concentrada e assimila melhor o conteúdo que está aprendendo. Veja algumas formas de abordagem educacional:

  • Desenhos
  • Fotografias
  • Vídeos
  • Músicas
  • Teatrinhos
  • Fantoches
  • Brincadeiras

Quantos anos?
Outra dúvida comum é sobre a idade ideal para começar os estudos em uma nova língua. Segundo especialistas, a aprendizagem de um novo idioma não interfere na língua materna da criança e é recomendada desde a tenra infância.
Alguns estudos apontam que além da facilidade em assimilar o conteúdo e raciocinar, a estimulação do aprendizado em crianças pode até prevenir algumas doenças degenerativas, como o Alzheimer.
No livro “Aprendizagem infantil: uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva”, Aloísio Pessoa de Araújo afirma que os estímulos cognitivos feitos até os quatro anos de idade, possibilitam melhores condições de aprendizagem na fase escolar (por volta dos 7 anos).
Sendo assim, quanto antes a criança tiver contato com outro idioma, maior facilidade ela terá para aprender, não só aquela linguagem, mas também diversos outros assuntos. No entanto, vale lembrar que caso a criança encontre dificuldades ou relute em ir às aulas, cabe aos pais perceber o problema e avaliar qual é a melhor solução.

Por Maristela Duarte Silva, estudante de Jornalismo.
E-mail: mariduarte_silva@hotmail.com

Linda centopeia.

Vamos recepcionar nossos alunos, no retorno às aulas, no 2 semestre, de forma prazerosa e lúdica.

Muda num vasinho de pet

Vamos montar uma hortinha com os pequenos.

Como aproveitar uma viagem com as crianças


Escolher a cidade, arrumar as malas, planejar passeios, tudo faz parte da organização de uma viagem e sempre é motivo de entusiasmo para a família. Porém quando os pequenos são parte integrante do grupo de turistas é necessário pensar em programas que incluem coisas do interesse deles, e que, durante a viagem eles se sintam confortáveis.
Quando a viagem for para fora do Brasil, a maioria dos países exige o seguro de viagem internacional, funciona como uma cobertura de serviços caso você precise lá fora, como atendimento em hospital local, reembolso em caso de extravio de malas, cobertura em caso de atraso ou perca de voo etc. Ou seja, tudo que mantêm a cabeça tranquila caso haja algum acontecimento fora dos planos. Não é à toa que ter um bom seguro garante benefícios e reduz gastos.
Já durante a viagem é mais racional pensar em programas e destinos que unam o interesse de crianças e adultos. É possível mesclar passeios em que ambos pais e filhos possam se divertir, respeitando a faixa etária da criança. Toda cidade guarda locais de interesse para os mais novos, antes de viajar pesquise as possibilidade que a região oferece de acordo com o período do ano.
Converse com os filhos e mostre fotos através da internet do lugar escolhido e troque ideias do que fazer para se divertir antes de partir. Passeios em zoos, parques, praias são os mais adorados pelas criançadas. Museus e galerias podem ser muito proveitosos desde que não se torne tão cansativo principalmente para crianças pequenas. É bom sempre levar em consideração que a criança ainda não tem o mesmo discernimento dos adultos quanto ao valor arquitetônico e histórico de cidades antigas, por exemplo.
Criança adora colecionar e guardar lembrancinhas. Uma dica é comprar cartões-postais de cada cidade visitada ou dar oportunidade da criança também fotografar o que ela acha interessante, uma câmera simples já resolve o caso. Depois você certamente irá rir muito dos flashes que os pequenos fizeram.
Se em algum passeio eles têm que acompanhar os adultos e passar a ser chato, tente explicar que cada um tem sua vez e haverá horas somente para a diversão deles, é necessário estabelecer na infância o sentimento de respeito ao direito dos outros. Convém eles saberem que visitar certas partes da cidade é importante para o pai ou a mãe.
Sempre leve na mala algum brinquedo preferido da criança, antes de dormir pode ajuda-la a se sentir em casa. Escolha acessórios úteis que podem facilitar os dias fora de casa e que caibam na sua mala. Incentive também os pequenos a organizarem seus pertences durante a estadia para que o quarto do hotel não vire uma bagunça plena, mesmo que o serviço de limpeza local seja eficiente, é bom eles seguirem a disciplina mesmo longe de casa.
Com essas dicas basta relaxar para curtir as viagens com a criançada e aproveitar o tempo livre para descansar e conhecer as belezas que o mundo pode oferecer.

Texto enviado por Roberta Clarissa Leite. Colaboradora do site faculdade.net
robertaclarissaleite@gmail.com

sábado, 21 de junho de 2014

Recursos pedagógicos para alfabetização e crianças autistas - II









Recursos pedagógicos para alfabetização e crianças autistas











Como fazer a criança dormir bem


O desenvolvimento infantil é traçado por inúmeras fases. Além dos estímulos, do crescimento físico e o aumento da percepção cognitiva até na hora de dormir esse processo tem continuidade. A importância do sono infantil ser respeitado favorece ao equilíbrio físico e psíquico da criança.
 Entre os benefícios de um sono bem tranquilo é a recuperação do cansaço físico, eliminação de toxinas, desenvolvimento da capacidade de memorização e aprendizagem e, muito significativo, é um estímulo para o sistema imunitário.
Porém, para a criança dormir bem requer também uma rotina. Não é difícil ouvir de pais cansados por noites mal dormidas ou porque os filhos estão trocando a noite pelo dia. É comum crianças pequenas terem um sono difícil, com despertar noturno ou cedo demais antes mesmo do sol nascer.
O melhor é tentar construir junto com a criança um ritual diário antes de ir para cama, escovar os dentes, vestir o pijama, ler uma história. Desde cedo é primordial explicar a necessidade do filho dormir sozinho e ter seu próprio espaço. O mais indicado é compartilhar com a criança um período antes de ir deitar, dar a boa noite e deixar a criança pegar no sono só.
No quarto dos pequenos pense sempre na decoração como uma questão funcional, aliada a beleza, porém cujos itens ofereçam ao filho uma atmosfera tranquila, confortável e amena. Diminua a luz para dormir e deixe claro a diferença do dia e a noite.
Dos 4 aos 12 anos de idade a criança necessita dormir em média 10 horas. Quando esse tempo é interrompido frequentemente vem associado com mal humor e irritabilidade durante o dia seguinte. Para os bebês, o sono é correlacionado com a amamentação, frequentemente após o aleitamento materno minutos depois a criança tem o cochilo de algumas horas, os intervalos são menores, porém a tendência é aumentar conforme a criança se desenvolve.
Nos casos mais sérios em que o filho não consiga estabelecer uma rotina no relógio biológico e a falta ou excesso de sono começam a atrapalhar as tarefas e atividades durante o dia, é hora de conversar com o pediatra. Se você tem mais de um filho com essa dificuldade é mais vantajoso o plano familiar, porque inclui todos em uma só assistência médica. Geralmente, além do estresse, um déficit no aprendizado e rendimento escolar é o resultado concreto quando o problema não é solucionado.

Portanto, dormir bem para produzir melhor!
Texto enviado por Roberta Clarissa Leite. Colaboradora do site faculdade.net
robertaclarissaleite@gmail.com

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Férias com a criançada


Os planos para as férias já começam bem cedo, a cabecinha das crianças já criam imagens, imaginam brincadeiras e esperam ansiosos pelos dias de folga. A escola terá a pausa para dividir o semestre e as atividades e os estudantes esperam aproveitar o máximo. Mas viajar com crianças requer ainda mais cautela, desde do planejamento até o percurso, tudo tem que ser pensado para o conforto da criança, principalmente as mais novas.
Se você planeja uma viagem para fora do país, não deixe de procurar um seguro viagem. Busque empresas especialistas no setor como a Seguro Viaje. O seguro, como o nome já diz, deve oferecer segurança para o viajante no caso de acontecer um imprevisto. Você estará preparado, como doença, atendimento em hospitais locais, extravio de bagagem etc. Alguns países exigem a comprovação do seguro como pré-requisito de entrada no país.
A escolha do meio de transporte é muito importante quando a bordo há crianças. Se a viagem for de avião, é bom se preparar para manter as crianças ocupadas, levar jogos e carregar o notebook ou tablet com filmes é uma ótima ideia. Livrinhos ou gibis também prendem a atenção da garotada por algumas horas. Outro ponto importante é o vestuário, as crianças devem ter roupas confortáveis, meias e um casaco de reserva caso a aeronave esteja fria.
Levar alguns doces na bolsa pode ajudar na hora da decolagem e aterrissagem, nestes dois momentos é quando as crianças sentem o pressão atmosférica e uma guloseima pode ajudar a distraí-los.
Algumas empresas oferecem cardápio para crianças, é necessário pagar um extra, porém dependendo da situação é aconselhável. Já para bebês é permitido levar a comidinha preparada, é bom checar antes todos esses detalhes. Outro ponto é a acomodação no transporte, é possível usar cadeirinhas especiais, como os assentos de segurança usados no automóvel dentro da aeronave, como o bebê conforto. Caso a criança seja mais velha poderá usar normalmente o assento.
A pausa escolar significa também momentos de relaxamento para a criançada e nas férias é bom pensar em locais que podem oferecer programas culturais de interesse para cada idade. Visitas a museus, zoo, feirinhas e parques podem servir para combinar aprendizado e entretenimento.
Para voltar às aulas é recomendado retornar da viagem com alguns dias anteriores  ao início da escola para dar tempo de voltar um pouco à rotina e organizar o que for preciso para as aulas novamente.

Quais são seus planos para as férias escolares?

Texto enviado por Roberta Clarissa Leite. Colaboradora do site faculdade.net
robertaclarissaleite@gmail.com

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dicas aos Pais



Auxiliando a adaptação das crianças à escola...


♥ Os pais não devem demonstrar sua ansiedade ao filho e, sim, tratar com naturalidade o primeiro contato com a escola.
♥ Converse bastante com a criança, explicando-lhe o que vai ocorrer com ela, sem ocultar dados ou inventar histórias.
♥ Não crie grandes expectativas na criança quanto ao universo escolar. Dê a ela autonomia e liberdade necessárias para descobrir o que a escola pode lhe oferecer.
♥ Leve a criança à escola antes do começo do ano letivo. Esta iniciativa faz com que ela comece a se familiarizar com o ambiente escolar.
♥ Ao deixar seu filho, na porta da escola, não use “artifícios” para distraí-lo e poder ir embora. Mesmo que “abra um berreiro”, é melhor que veja você indo embora, do que pense que você sumiu de repente.
♥ É fundamental que os pais não se atrasem para buscar os filhos, para que eles não tenham a terrível sensação de que não voltarão para casa. Os filhos sentem-se mais seguros ao ver os pais à porta da escola.
♥ No período de adaptação escolar da criança, não deixe de levá-la à escola.
♥ Não mude hábitos da criança durante o período de adaptação, tais como tirar suas fraldas ou a chupeta, por exemplo.
Fonte: Int
ernet (Jornal Educar/2001)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Criança que chupa o dedo...



Ainda na barriga da mamãe, desde a oitava semana de gestação, o feto começa a chupar o dedo. Logo ao nascer, percebemos que a sucção é uma reação instintiva. Mais cedo ou mais tarde, a maioria dos bebês leva o dedinho à boca, constantemente. Até que o hábito é – naturalmente – interrompido.

Um tempo para esperar

Até os dois anos, não se preocupe quando seu filho chupa o dedo. Já entre três e cinco, o ideal é observar se não há algum problema emocional envolvido: chegada de um irmãozinho, separação dos pais, etc. Ele pode estar sinalizando que precisa de você de uma forma especial, de mais atenção e muito carinho.Depois de cinco anos, se o hábito persistir, é preciso buscar ajuda profissional. Mas a criança deve participar e apoiar a ideia. Caso contrário, se sentirá castigada, o que não ajuda em nada o processo. Mais tarde, na fase de mudança dos dentes, o odontopediatra e o fonoaudiólogo precisam fazer uma avaliação.

Hora de visitar o dentista

Seu filho fez cinco anos e continua chupando os dedos? Nesta idade, há riscos de alterações nos maxilares e nos dentes. Quando está chupando o dedo, a criança faz um grande esforço com os dentes, a garganta, a língua, os músculos orofaciais e outras estruturas.

E se ela pressionar a raiz do dente – o que é bastante comum – e continuar chupando o dedinho por muito tempo, este hábito pode levar à má oclusão, inibição do crescimento ósseo do arco superior e má formação da arcada superior e do osso maxilar, deixando os dentinhos “para fora”.

Não arrisque, mamãe. Procure o dentista, pois pode ser que haja necessidade de se colocar um aparelho para corrigir e alinhar os dentes.

Amamente seu filho. Bebês que mamam no peito tendem a parar de chupar o dedo mais cedo.

Quando e por que acontece?

1. De modo geral, quando a criança está carente de atenção. É um sinal que ela precisa de um carinho, um beijo, um abraço apertado.

2. Seu filho está cansado, agitado, nervoso: o dedinho na boca funciona como um consolo.

3. A chegada de um irmãozinho pode fazer a família se esquecer do mais velho, que se sentirá frustrado.

4. Crianças muito sozinhas, sem um amiguinho para brincar, geralmente são deixadas em frente à televisão. Distraídas e entediadas, acabam criando o hábito de botar o dedo na boca.

O que pode ajudar

1. Convidar seu filho para participar de atividades divertidas, como cantar e dançar.

2. Determinar um horário para assistir televisão e, na medida do possível, fazer companhia a ele. 3. Levá-lo para passear e brincar ao ar-livre.

4. Ser amoroso e paciente, respondendo a todas as suas perguntas.

5. Não repreender, não ameaçar, não ridicularizar e não castigar quando o vir com o dedo na boca.

6. Não enfaixar ou colocar esparadrapo no dedo. Não funciona.

Atenção!

A criança muito sensível ou tímida, que parou de chupar o dedo, pode voltar ao hábito em situações estressantes, como entrar para uma nova escola, mudar de casa ou depois do nascimento de um irmão. Normalmente, não passa de uma fase e desaparece com o tempo.

 Pediatra Paulo Fontella Filho

sábado, 19 de janeiro de 2013

Exercícios neuróbicos


1. Leitura com o livro de cabeça para baixo. Este exercício é bom para o cérebro e para os olhos, como vários dos exercícios seguintes.
2. Ler no espelho. Exige bastante paciência, mas é muito engraçado. Pegue um livro ou jornal (até que enfim achei uma utilidade para os jornais modernos!), coloque em frente a um espelho (se tiver um de mão, fica mais fácil e você pode fazer o exercício sentado) e tente ler. Ah, ah, ah, difícil, não é? Mas aos pouquinhos você consegue. Enquanto isso, sorria e relaxe. E continue tentando.
3. Agora, pegue uma folha de papel, um lápis ou caneta e escreva seu nome normalmente, algumas vezes. E agora você vai escrever seu nome normalmente, só que com a outra mão. Não se preocupe, nem se assuste, você sabe escrever com as duas mãos. E não tem problema se a letra não sair muito bonitinha.
Novamente volte o lápis para a mão mais ‘jeitosa’ e continue a escrever seu nome, só que desta vez do lado direito para a esquerda e com as letras invertidas. Para saber se está saindo correto, vire a folha de papel, coloque-a contra a luz e veja se a escrita está correta. Se ainda não saiu certo, não tem importância, continue escrevendo e logo estará perfeito.
Passe o lápis para a mão não dominante outra vez e faça a mesma coisa: seu nome, da direta para a esquerda, e com letras invertidas para ler do outro lado, contra a luz. Essa é a escrita espalhada, ou seja, colocando a folha de papel na frente do espelho você lê como escrita normal.
Mude de mão novamente e escreva de cabeça para baixo. Quer dizer, quando você vira a folha de cabeça para baixo você lê normalmente. As crianças fazem isso com facilidade na escola, para conversar com a amiga da carteira da frente ou do lado. Experimente, não é difícil. Você pode fazer isso e muitas coisas mais. Basta que você se autorize mentalmente a fazer isso. E assim você começará a quebrar algumas das programações que colocaram em sua cabeça.
Todos os exercícios devem ser feitos com as duas mãos, primeiro a ‘boa’ e depois a outra. Até que as duas fiquem igualmente boas.
E agora pegue mais um lápis que vamos escrever com as duas mãos. Por enquanto o mesmo texto, mais para frente, quem sabe? Então, comece escrevendo seu nome com as duas mãos, no mesmo sentido, sem problemas. E depois comece a variar: uma das mãos escreve no sentido normal e a outra escreve espelhado. Troque as mãos, uma escreve normal e a outra de cabeça para baixo. E vá em frente. Auto-autorize-se – “Eu me autorizo a fazer estes exercícios” – como diz o professor Waldemar de Gregori, criador destes exercícios, e você vai conseguir fazer tudo isso e muito mais. Coisas que hoje você nem acredita. É só tentar, é só praticar, e se autorizar.
Depois, escreva outras frases e varie à vontade, quem sabe se você não consegue escrever uma frase com uma das mãos e outra frase com a outra. Antes de duvidar, experimente. Sempre se auto-autorizando, você vai ampliar extraordinariamente os seus limites, ou o que você achava que eram seus limites.
4. E agora vamos fazer mais ou menos a mesma coisa só que desenhando. O quê, você não sabe desenhar? Sabe sim, é que disseram para você que você não sabia e você acreditou.
Desenhe um rosto, com a mão dominante, depois, com a mão torta. E vá variando sempre, fazendo um rosto masculino virado para um lado e um feminino para o outro. Cabeça para cima, cabeça para baixo. Rostos e corpos, e árvores, e casas, e pássaros… Com uma mão e com a outra, de um jeito e de outro… E agora desenhando com as duas mãos. Crie, invente, solte-se, autorize-se e observe as sensações no seu cérebro. Ele não está mais solto, mais leve? Nosso cérebro adora novidades, para sair do automático. E perceba também como seus olhos, seu rosto, seu pescoço, seus ombros, enfim todo o seu corpo está mais relaxado.
É porque você utilizou mais o cérebro direito, o cérebro do riso, do humor, da criatividade, da expressão artística, do relaxamento e dos relacionamentos, das ondas alfa, enfim o seu cérebro sensitivo. Você é um sensitivo, sabia? Praticante ou latente, já que com a escola você passou a usar muito mais o cérebro esquerdo, o intelectual, da compreensão e das normas, dos números e das medidas etc., e perdeu um pouco da sensibilidade natural do cérebro direito. Mas praticando esses exercícios engraçados e autorizando-se você voltará a ser um sensitivo. Todo mundo é, por que você não seria?
Estamos apresentando aqui diversos exercícios para mexer com seus neurônios, mas você não precisa praticá-los todos num dia só. Um pouco hoje, um pouco amanhã, é o ideal.
5. Pentear os cabelos com o pente ou a escova na mão menos ágil. Escovar os dentes com a escova na mão mais bobinha. Comer com a mão trocada. Enfim, você é o seu mestre e você é quem vai começar a criar seus exercícios.
6. Tomar banho de olhos fechados. Andar no escuro. Mudar o caminho, de carro ou andando a pé. Enfim, comece a criar seus exercícios de neuróbica, porque isso também já é um exercício.
7. E existem algumas práticas que funcionam como exercícios de neuróbica e também como exercícios físicos. Por exemplo, andar para trás, andar de lado, engatinhar, arrastar-se no chão, rolar no chão… Porque além de criar novas sinapses, você vai utilizar músculos que normalmente não usa e relaxar outros que são excessivamente usados.
8. ‘Sentindo’ o cérebro. Sentindo o corpo.
Agora se sente confortavelmente no chão ou numa cadeira de assento reto e pouco flexível, madeira de preferência. Respire conscientemente algumas vezes, procurando alongar um pouco a expiração e deixando a inspiração normal.
Feche os olhos e imagine o seu cérebro. Lado direito, lado esquerdo, parte central e traseira. Sinta ou apenas imagine como seu cérebro está funcionando. Fixe a atenção no olho esquerdo durante alguns segundos. E suba a atenção para o lado esquerdo do cérebro. Agora coloque a atenção no olho direito, e depois de um tempinho suba a atenção para o lado direito do cérebro. Reveze a atenção entre os dois hemisférios cerebrais, esquerdo, direito, direito, esquerdo. Agora visualize o número 1 do lado direito do cérebro e a letra A do lado esquerdo. E prossiga, 2 no direito, B no esquerdo, 3 no direito, C no esquerdo, e prossiga até acabar o abecedário.
Agora inverta, imagine as letras no lado direito e os números no esquerdo, sem pressa, fazendo a seqüência toda, sempre começando com as letras.
Relaxe e sinta como está seu cérebro. Mais leve? Maior? Mais vivo? Segundo a ciência, ninguém consegue sentir o cérebro, então você não pode estar sentindo nada. Ou pode? Autorize-se e tire suas conclusões. Não deixe nem mesmo a ciência programar sua cabeça. Até porque a ciência também muda bastante de opinião. O pediatra da minha filha dizia sempre: A Medicina é a ciência que tem as ‘verdades definitivas’ de vida mais curta.”
E vá variando a ‘brincadeira’, que é um ótimo relaxamento para a mente e para o corpo, colocando os números no lado esquerdo do cérebro e as letras no pé direito, no cérebro e no quadril, sempre de lado trocado, e assim por diante, mas sempre variando.
Experimente também fazer com a parte posterior da cabeça, onde está o cérebro reptiliano, o primeiro que tivemos e que cuida da vida prática, da sobrevivência em todos os sentidos.
Cérebro direito, parte posterior esquerda da cabeça etc. etc.
Para o lado esquerdo do cérebro, os exercícios são mais conhecidos: leitura, escrever, cinema, palavras cruzadas, sudoku e por aí afora.
E para o cérebro prático, para ajudar a prosperidade financeira? Aí você vai ter que trabalhar com mãos também, mas com utilidade definida. Fazer os consertos de casa, por exemplo (se você não ficar mais prático, sua mulher, pelo menos, vai ficar mais satisfeita. E você mais próspero, quanto mais não seja pela economia feita). Jardinagem, marcenaria, enfim qualquer hobby que utilize as mãos de uma maneira prática e construindo coisas úteis.

domingo, 10 de janeiro de 2010